Violência escolar. Agressor e vítima


Onde e como ocorre a agressão na escola

Tanto o agressor como a vítima sofrem. Portanto, necessitam ser escutados, atendidos e tratados. Segundo José Maria Avilés, psicólogo, especialista e estudioso no tema “violência escolar”, assegura que 6% dos alunos são vítimas deste fenômeno. Mas adverte que é preciso tratar o agressor com prudência e não ver fantasmas onde não existem. A agressão escolar não é um problema novo nem isolado, e que o primeiro que tem que fazer nestes casos é identificar a vítima e o agressor. E ter a consciência de que ambos sofrem, e portanto, necessitam ser atendidos e tratados.


Diferente do mobbing ou violência no trabalho, a violência escolar ocorre nas escolas. Como se trata, na sua maioria, de uma agressão “invisìvel” para os adultos, os professores dificilmente terão conhecimento do que está acontecendo. O agressor fere a vítima nos banheiros, corredores, cantina, no pátio, reservando suas ações durante a ausência dos adultos.


Em alguns casos, a agressão sobrepassa as paredes do colégio, passando a ser telefônico e inclusive pelo correio eletrônico, chamado cyberbullying.


O bullying pode ser sexual, quando existe um assédio, indução, e abuso sexual; pode tratar-se de uma exclusão social quando se ignora, se isola e se exclui ao outro; pode ser psicológica, quando existe uma perseguição, intimidação, tirania, chantagem, manipulação e ameaças ao outro; e pode ser física, quando se bate, empurra, organiza-se uma surra à vítima.


O autor do bullying

Normalmente, o agressor tem um comportamento provocador e de intimidação permanente. Ele possui um modelo agressivo na resolução de conflitos, apresenta dificuldade de colocar-se no lugar do outro, vive uma relação familiar pouco afetiva, e tem muito pouca empatia. Segundo os especialistas, criminalistas e psicólogos, uma criança pode ser autor de bullying quando só espera e quer que façam sempre sua vontade, quando gosta de provar da sensação de poder, quando não se sente bem ou não desfruta com outras crianças, se sofre intimidações ou algum tipo de abuso em casa, na escola ou na família, quando é frequentemente humilhado por adultos, ou quando vive sob constante pressão para que tenha êxito em suas atividades.


Os agressores exercem sua ação contra sua vítima de diversas maneiras: batem, molestam, provocam, agridem com empurrões e socos, os chamam de uma forma desagradável ou depreciativa, geram fofocas, mentiras, boatos, os isolam do grupo, os ofendem e os anulam.


A vítima de bullying

Habitualmente, são crianças que não dispõem de recursos ou habilidades para reagir, são pouco sociáveis, sensíveis e frágeis, são os escravos do grupo, e não sabem revidar por vergonha ou por conformismo, sendo muito prejudicados pelas ameaças e agressões.



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