Aprendizagem pela convivência

“Aprendemos por observação de modelos e das suas consequências” Bandura

A capacidade de aprendizagem humana é um dos grandes pilares de desenvolvimento social. Podemos aprender a “nossa custa”, pela ação ou através do que observamos no comportamento alheio. Por isso, dizemos que o exemplo vale mais que mil palavras. Se os nossos comportamentos são premiados, reconhecidos como importantes pelos nossos pares então eu reconheço essa ação como positiva, boa e vou querer reproduzi-la. Começamos a adquirir uma certa mestria que me ajuda a reconhecer as situações onde posso “brilhar”. Comportamento gera comportamento, começamos a nos rodear de outras pessoas com iguais capacidades de mestria onde através da observação do outro, mais aprendizagem adquirimos.


Pelo contrário, se as tentativas de ser reconhecido pelo outro são consequentemente frustradas, dando fruto a sentimentos negativos acerca do próprio desempenho e capacidades, os pensamentos começam a ser negativos, ansiosos e a autoestima começa a diminuir.


Imaginemos uma criança com dislexia. Todo o processo de diagnóstico é frequentemente longo. Inicialmente, atribuímos as dificuldades de aprendizagem a alguma imaturidade. É certo que as etapas de desenvolvimento não são estanques mas aquela criança que observa todos os outros evoluindo, aprendendo, lendo e escrevendo, começa a duvidar de si mesma.


Os adultos atribuem frequentemente estas dificuldades a falta de empenho, de atenção ou mesmo desinteresse pela aprendizagem. A criança começa a deixar de acreditar em si, nas suas capacidades. Afinal, todos os outros conseguem, menos ela. Os pensamentos negativos começam a transformar-se em desinteresse. Pois se ela tenta e não consegue, pode começar a pensar que não vale a pena insistir. A certa altura esta “negatividade” começa a “contaminar” outras áreas da vida da criança e se não houver uma intervenção neste processo podemos culminar com uma perturbação mental. Esta criança poderá se associar a outras crianças, também elas sem autoestima, muitas vezes com dificuldades de aprendizagem e/ou problemas de comportamento.


Por outro lado, imaginemos uma criança cuja as capacidades de aprendizagem sempre foram boas. Aquela criança que o longo de todo o seu percurso escolar ficava sempre com as avaliações entre os melhores. Cada elogio, cada gesto de reconhecimento dos seus pares e adultos era prontamente assimilado como bom, gratificante, contribuindo para a sua mestria social. Esta criança começa a cercar-se de outras crianças igualmente reconhecidas socialmente e cada uma, observando a outra, aprende através da ação do outro.


Estas questões devem estar presentes no dia a dia dos e dos educadores que interagem com a criança.


Há palavras que ferem mais que uma espada e podem determinar o futuro de uma pessoa.


No meio de todo o stress nós adultos por vezes, deixamos escapar comentários menos próprios que pela sua carga negativa, podem levar a criança a uma espiral de maus pensamentos que conduzem a uma baixa autoestima e que poderão cristalizar em crenças erradas acerca de si e dos outros, traduzindo-se em perturbações do foro mental.


Devemos tentar incentivar as crianças, respeitando os seus ritmos próprios, sem induzir ansiedade ou stress desnecessários.


Lembre-se, o “problema” do adulto de hoje foi formado na sua infância. Podemos enumerar todos os problemas do mundo mas o modo como cada um de nós reage a eles, é único e fruto da nossa aprendizagem.

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