[ ALERTA ] Frases Que Destroem Emocionalmente Seu Filho(a)


Devemos estar conscientes do dano que estas frases ocasionam, já que influenciam diretamente na autoestima de nossos filhos.


A autoestima é o fator que melhor prediz a qualidade de vida dos nossos filhos. Estarmos conscientes de que as estamos dizendo já é um passo para deixar de proferi-las. Mas não se martirize. Afinal, quem nunca se deixou vencer pelo cansaço depois de um dia de trabalho? Quem nunca desesperou com as tarefas que ainda o/a esperam em casa ou com “aquela” birra que parece mesmo de propósito? Somos humanos e é normal que cometamos erros.


O importante é saber pedir desculpa, algo que custa a muitos pais. Além disso, se o fazemos, estamos dando um grande exemplo. “Não se trata de nos retratarmos, nem tão pouco devemos compensá-los com carinho e palavras bonitas. O que fizeram é errado e devemos explicar-lhes para que aprendam a tomar melhores decisões da próxima vez. Além disso, devem saber que as suas ações têm consequências”. Em suma: é preciso corrigir comportamentos, mas sempre de um ponto de vista construtivo e empático.


Abaixo, eu relacionei algumas frases que todos os pais devem evitar na comunicação com os filhos:


1. "Se você se comportar, eu compro..."

Por vezes, os pais utilizam este estilo de comunicação para fazer com as crianças uma espécie de chantagem emocional. Desta forma, corre o risco de que ela não aprenda o porquê de ter que fazer o que lhe pedem, mas sim o que o faz para obter um determinado fim.


2. "Faz o que eu estou mandando, porque eu digo e pronto!"

Nós, adultos, tendemos a pensar que somos donos da verdade absoluta, se o nosso interlocutor é uma criança. E quando a discussão chega a um ponto em que já estamos cansados de argumentar, recorremos a esta frase para a dar como terminadas. Mas ser imperativo por ser imperativo só vai minar a relação pai-filho se não lhes explica porque devem fazer o que lhes é pedido.


3. "Vais me enlouquecer!"

Utilizar a culpa para motivar o seu filho não é o melhor método para mudar o seu comportamento. Além disso, pode gerar impacto negativo na sua relação com eles. Estamos assim, transmitindo a ideia de que os nossos problemas são culpa deles, e isso pode gerar uma grande ansiedade.


4. "Deixa que eu faço"

A mensagem que passa quando utiliza esta expressão é clara: “Não vais ser capaz de fazê-lo”. E se os pais acreditam nisso, a criança também acreditará, chegando à seguinte conclusão: “Para que é que me vou esforçar da próxima vez?”. Ao atuarmos assim, estamos também a impedir que aprendam por si mesmos, tornando-os pessoas dependentes e inseguras.


5. "Você nunca faz nada direito" ou "você poderia se esforçar mais" ou "não sei quando vais aprender"

Tal como a frase anterior, estas também não são construtivas, já que “não valorizam o esforço, mas o resultado obtido”.


Ninguém gostaria de ouvir isso, menos ainda de um adulto. Imagina a sensação desagradável quando sua filha inocente ouve você dizer palavras como essas. Se sua filha cometeu um erro, quebrou algo, arruinou a mistura do bolo, respire fundo e pense no que é mais importante. A resposta sempre será a mesma: seus filhos são mais importantes do que qualquer outra coisa.


Às vezes, exigimos mais do que eles podem estar prontos para dar e com isso acabamos instalando crenças de incapacidade que lhes acompanharão pelo resto da vida.


6. "Você é má/ruim/egoísta"

É um erro dizer isto a um filho, porque este poderá pensar: "Ok, sou assim e não posso fazer nada para mudar". Em vez de lhes dizermos que são maus, é melhor centrar a atenção no comportamento que podem mudar para conseguir um resultado mais positivo. É mais construtivo usar outras expressões como: "Não gosto quando fazes…" para explicar-lhes porque é que o seu comportamento não é aceitável e oferecer-lhes alternativas.


7. "Eu gostaria que você fosse mais parecido com seu irmão" ou "seu irmão faz isso muito melhor do que você"

Não é nada positivo compararmos os filhos com os irmãos, primos ou colegas de classe. Cada um de nós tem um ritmo e um desenvolvimento. Toda vez que comparamos, colocamos as crianças em evidência em algum de seus aspectos. Além disso, as comparações costumam ser negativas, deixando o nosso filho numa posição ruim. É muito mais eficiente destacar as qualidades dos nossos filhos e considerar os progressos como um desafio.


Nós não ganhamos nada comparando nossos filhos, mas podemos criar ressentimentos entre os membros da família. Certifique-se de que comparações não existam em sua casa. Somos todos diferentes e únicos, e somos todos especiais a nossa própria maneira.


8. "Você é gordo/feio/burro"

Nossos filhos acreditam em tudo o que falamos. Nós somos sua fonte mais confiável de informação e também a maior fonte de amor. Não prejudique a autoestima de seus filhos com adjetivos negativos. É melhor reconhecer seus pontos fortes ao invés de enfatizar o negativo.

9. "Eu tenho vergonha de você" ou "Não tens vergonha de se comportar assim?"

Se o seu filho tem a tendência de chamar atenção em público, como gritar, brincar, correr e cantar para todos ouvirem. Talvez só precise de mais atenção. Não diga coisas como essa na frente de seus amigos e nem em particular. Por que não planejar um espetáculo em casa onde ele seja a estrela principal? Talvez descubram seu lado artístico ao fazer isso e divirtam-se em família. As crianças só precisam de atenção para sentirem-se acolhidas e amadas.


10. "Eu queria que você nunca tivesse nascido"

Eu não consigo pensar em algo pior que alguém poderia dizer a uma criança. Nunca, em nenhuma circunstância, diga isso a seus filhos, nem sequer de brincadeira. Todos precisamos saber que somos desejados e queridos, independentemente dos erros que cometemos.


11. "Eu cansei de você" ou "esquece que sou tua mãe"

Às vezes, sem perceber, caímos nos jogos de palavras de nossos filhos. Sua filha de três anos está frustrada porque não pode comer outro potinho de sorvete no jantar. Depois de explicar a ela várias vezes porque ela não deve fazer isso, ela fica brava, chora e diz que não te ama. A resposta mais fácil seria pagar na mesma moeda, mas isso só prejudica sua filha. A reação correta seria explicar novamente porque ela não pode comer mais sorvete e lembrá-la de que você sempre irá amá-la, mesmo que ela esteja muito brava com você. Ela aprenderá muito mais do que você imagina com esta lição.


12. "Não chore, não é nada sério"

As emoções que experimentamos no dia a dia (raiva, medo, tristeza, alegria, curiosidade) ocorrem de maneira involuntária, automática e inconsciente, motivo pelo qual não deveríamos julgar as emoções que nossos filhos experimentam. Não somos ninguém para julgar como os outros se sentem, e muito menos os nossos filhos. Comentários similares são: “Mas não se zangue por isso, não vale a pena” (como se a criança gostasse de estar zangada) ou “Não entendo por que você tem medo das formigas” (certamente a criança tampouco entende, mas o fato é que sente medo).


13. "Você pode conseguir tudo a que se propuser nesta vida"

Mas por que lhes mentimos? Isto por caso é verdade? Dizem que os provérbios populares são muito sábios, mas às vezes transmitem ideias errôneas: “querer é poder”, escutamos e dizemos muito frequentemente. Infelizmente, nem todos os nossos filhos servem para tudo e são capazes de tudo. Portanto, às vezes, por mais esforço que invistamos, não alcançamos o que queremos. Temos que tomar cuidado com as mensagens que transmitimos aos nossos filhos, porque nelas estão criptografadas nossas expectativas sobre eles.


14. "Aprenda a fazer as coisas por você mesmo, porque eu não vou estar aí a vida toda para te ajudar"

É verdade que não vamos estar a vida toda atrás dos nossos filhos. Queremos que sejam o mais autônomo possível nos diferentes âmbitos da vida, mas tudo a seu tempo. Faz aproximadamente um ano eu estava numa festa de aniversário infantil com meu filho quando uma menina pequena caiu no chão e começou a chorar. Todos os pais foram acalmar a menina. Bom, todos menos os pais dela. Lá de longe, se aproximavam lentamente dizendo: “Deixa ela, em algum momento terá que se virar sozinha”. Esses pais estão certos: em algum momento, mas não agora, com 3 anos. Portanto, dotemos nossos filhos de ferramentas, destrezas e habilidades para se comportar com eficácia nos diferentes conflitos e contratempos, para que em um futuro eles mesmos fazerem isso de maneira autônoma.


15. "Se você não fizer o que eu te mando, ficarás de castigo" ou "Se você não passar na prova, não irá ao aniversário do Pedro"

Você pode imaginar que, por ter sido infiel ao seu marido/esposa você foi demitido do trabalho ou sua carteira de motorista foi apreendida? Surrealista, não é? É o que fazemos constantemente com nossos filhos. As consequências do meu comportamento em uma área específica da minha vida (por exemplo, a escola) não devem afetar outras áreas igualmente importantes (por exemplo, o âmbito social).


As ameaças utilizam o medo e afetam a confiança que as crianças depositam nos pais. Além disso, com o nosso exemplo, estamos ensinando que para conseguir o que querem é legítimo fazê-lo através da intimidação.


16. "Você é preguiçosa, não serás ninguém na vida!"

As notas escolares são um dos principais focos de conflito entre pais e filhos adolescentes. Os primeiros querem que os segundos percebam que, se não estudarem, não terão um futuro risonho e que se arrependerão das decisões erradas que tomaram. Mas em vez de provocar neles uma reação positiva, este tipo de frase danifica a relação entre pai e filho, provocando nos jovens uma sensação de frustração e desinteresse.


Todos os pais querem dar a melhor educação aos seus filhos. Mas não existem receitas mágicas para criar melhores adultos. Errar é humano e não existem pais perfeitos, existem pais reais.


Segundo pesquisa da revista Crescer, 9 a cada 10 mães não têm a mínima ideia se estão educando os filhos de maneira correta. É normal ouvir a avó, a tia, a mãe, as amigas e criar os filhos da mesma forma que você ou elas próprias foram criadas. Por conta disso, através dos métodos tradicionais, 93% das mães acabam desgastadas, decepcionadas e sem paciência porque os filhos não as respeitam. E como consequência: mau comportamento, desobediência, choro incessante e temíveis birras e rebeldias que acabam sendo apenas o reflexo de que algo vai mal.


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​Podemos nos tornar melhores a cada dia. Estou certa disso.

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Márcia Girardi - Mentoria de Pais

Psicologia e Coaching Parental

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